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Pedro Gameiro é especialista e Mestre em Nutrição e Membro Efectivo Ordem dos Nutricionistas (3665N). É também Licenciado em Ciências do Desporto e Personal Trainer, Cédula PROCAFD Nº 24024. "Reeducação alimentar e pessoas mais ativas são o melhor fármaco para uma saúde sustentável. Mudança de hábitos em qualquer ponto do globo."

Plano alimentar personalizado

Quantas vezes já não ouvi: “Vi um plano alimentar que estava na net e comecei a fazer. Mas por alguma razão não correu bem”. Que estranho…


Mas afinal o que é um plano alimentar personalizado?


Um plano alimentar personalizado, é um serviço que apenas pode ser realizado por profissionais de nutrição, devidamente registados na ordem dos nutricionistas. Este plano como o próprio nome indica, deve ter em conta variadas características.

E que características são essas perguntam vocês?


Respeitar as especificidades de cada indivíduo, ter em conta que cada pessoa tem os seus gostos gastronómicos, estado patológico, objetivos, necessidades nutricionais, calóricas e definição de objetivos de curto, médio e longo prazo, como também, de ferramentas que ajudem a concretizá-los.


Estas características são fundamentais para que um plano alimentar possa ser considerado personalizado. Uma vez que é um serviço muito individual, o que faz com que seja completamente intransmissível (entendes agora porque não resultou o plano que viste na internet?). Não é porque um plano alimentar personalizado resultou com uma pessoa, que resultará com outra que replique o mesmo, porque as necessidades de pessoa para pessoa são altamente variáveis.




plano alimentar personalizado



Quem é que deve ter um plano alimentar?


Qualquer pessoa que se enquadre em qualquer destas duas situações: não tenha conhecimento nutricional suficiente para ser autónomo e/ou que se preocupe consigo o suficiente para ver na sua saúde e longevidade aumentadas. A mim parecem-me argumentos muito válidos e um investimento muito útil, não achas?


Vários estudos mostram que um plano alimentar personalizado, é útil para qualquer tipo de pessoa. Foi verificado em estudos científicos melhorias significativas em pessoas com excesso de peso e obesidade, diabetes tipo II, idade geriátrica que viram melhorada a sua saúde, mulheres grávidas que controlaram melhor o aumento excessivo de peso na gravidez.


Para além disto, ao ser acompanhado por um profissional de nutrição, a médio prazo irá ganhar ferramentas e conhecimentos, que lhe permitirão uma autonomia alimentar. Uma vez que um plano alimentar personalizado é bem mais do que meras sugestões alimentares, com quantidades adequadas às necessidades e objetivos da pessoa. Este deve coincidir com um acompanhamento próximo, um esclarecimento assíduo de forma a que pessoa perceba o porquê de cada recomendação.


Isto vai contribuir para uma melhor adesão ao plano, uma vez que a pessoa ao perceber as razões e interessar-se pelo processo, ganha também uma maior motivação para seguir as recomendações alimentares. O que fará com que seja um investimento com resultados frutíferos para toda a vida.



Mas Pedro quais são os reais benefícios de um plano alimentar personalizado?



Um plano alimentar personalizado e saudável tem inúmeros benefícios. Podem colaborar para uma boa relação alimentar, contribuir para uma reeducação alimentar, ajudando a pessoa a perceber as bases alimentares que precisa para atingir os seus objetivos pessoais.




plano alimentar personalizado Pedro Gameiro



Contribui também para suprir as necessidades nutricionais, de macronutrientes como, quantidade de hidratos de carbono, proteína e gordura. E não menos importante, ajuda a que o fornecimento de vitaminas e minerais adequado, seja garantido.



Tem um papel muito importante na gestão calórica, ou seja, o plano alimentar tem em conta as necessidades energéticas da pessoa, e é formulado com base nessas diretrizes. Isto, vai permitir à pessoa a obtenção ou manutenção de um peso saudável, através de um plano de refeições, com diversas sugestões de comidas que poderá cozinhar.



Tabela antropométrica Nature


A titulo de curiosidade (e para não vos maçar muito mais), esta tabela demonstra os resultados de um estudo, onde foram divididas as pessoas em três grupos: O primeiro recebeu uma intervenção de terapia cognitiva comportamental (FBI), o segundo um plano alimentar personalizado (IDT) e o terceiro recebeu apenas um folheto nutricional informativo.


Ao todo foram avaliados quatro parâmetros: Peso, índice de massa corporal, percentagem de massa gorda e perímetros de cintura. E o que é que foi verificado?


Foi verificado que as pessoas que receberam um plano alimentar personalizado (IDT) tiveram resultados significativamente melhores em todos os parâmetros acima mencionados ao final de 12 meses, em comparação com o grupo que recebeu folheto informativo.



Que tipo de planos alimentares existem?


De facto, existem vários tipos de planos alimentares. Se tivermos em conta que cada plano é completamente individual e que tem sempre em consideração os objetivos da pessoa, podemos dizer que há diversos tipos de planos alimentares.


Há planos alimentares de emagrecimento, em que a pessoa se encontra com excesso de peso ou obesidade e pretende atingir um peso saudável. Ou até meramente querer emagrecer por motivos estéticos e de bem-estar, também legítimos.


No espectro oposto, estão os planos alimentares de ganho de peso, em que a pessoa se encontra com um baixo peso e deseja alcançar números mais saudáveis.

Existem planos de promoção de saúde e estilo de vida saudável. Este é procurado por pessoas que muitas das vezes já têm um peso saudável, mas sentem a necessidade de apoio especializado para que consigam melhorar a sua alimentação.


Normalmente são pessoas que não têm necessariamente patologias associadas, nem objetivos estéticos muito específicos, procuram uma aprendizagem alimentar saudável mais estruturada, de forma a que possam ser autónomos a médio-longo prazo.

Um plano alimentar emergente na última década, é a transição da dieta omnívora para uma dieta vegetariana. Pessoas que pelas suas razões, sejam elas de natureza ética ou de saúde, querem passar a fazer uma alimentação sem produtos animais. Como não possuem conhecimentos suficientes de nutrição para conseguirem suprir as necessidades, sobretudo de vitaminas específicas e de proteína a partir de fontes vegetais, procuram um nutricionista para ajudar neste sentido.


Este é um investimento que ao ser efetuado