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Pedro Gameiro é especialista e Mestre em Nutrição e Membro Efectivo Ordem dos Nutricionistas (3665N). É também Licenciado em Ciências do Desporto e Personal Trainer, Cédula PROCAFD Nº 24024. "Reeducação alimentar e pessoas mais ativas são o melhor fármaco para uma saúde sustentável. Mudança de hábitos em qualquer ponto do globo."

Um olhar pelo jejum intermitente.

À semelhança da “Dieta alcalina”, os apaixonados do jejum intermitente justificam a sua escolha baseando-se em supostas afirmações de um prémio Nobel - desta feita o prémio nobel da medicina de 2016 Yoshinori Ohsumi. O trabalho deste autor é efetivamente interessante, mas, à semelhança dos estudos feitos em animais, está longe de ser extrapolado para o ser humano.


O jejum intermitente remete-nos para os nossos antepassados que tanto podiam caçar um bezerro como podiam caçar um pedaço de nada. Dai poderem haver jejuns prolongados, porém, pouco adaptado à sociedade actual.


Existem várias formas de jejum, as mais conhecidas são:

  • 5:2 – alimentação normal durante 5 dias por semana, sendo nos outros 2 dias a ingestão energética drasticamente reduzida (são os dias de jejum

  • The Warrior diet – jejum de 20 horas todos os dias, com a ingestão de uma refeição “grande” à noite. Os alimentos permitidos são restritos.;

  • Alimentação com restrição de tempo – em que é definido um período de tempo por dia em que não pode comer, sendo que a alimentação fica concentrada no restante horário do dia. Por exemplo, não comer durante 16 horas e só comer na janela das 8 horas restantes.

O que a ciência mais atual nos conta é que não existem benefícios, nem tão pouco malefícios, comprovados em humanos! Como tal, é sempre uma questão de preferência e gosto pessoal o uso desta metodologia alimentar em detrimento de outra.


Se o teu objetivo é emagrecimento, o jejum intermitente não é uma estratégia melhor que a restrição calórica contínua! Aqui, independentemente da abordagem utlizada, o que interessa é que no final do dia as calorias consumidas sejam inferiores face aquelas que precisas.


Apesar de num ou outro caso já ter utilizado, quem me conhece sabe que não sou o maior aficionado do jejum intermitente. Essencialmente por duas razões:

  1. Difícil implementação tendo em conta o contexto social da sociedade atual;

  2. Não me parece que seja o melhor método quando o objetivo é preservação ou ganho de massa muscular.



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