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Pedro Gameiro é especialista e Mestre em Nutrição e Membro Efectivo Ordem dos Nutricionistas (3665N). É também Licenciado em Ciências do Desporto e Personal Trainer, Cédula PROCAFD Nº 24024. "Reeducação alimentar e pessoas mais ativas são o melhor fármaco para uma saúde sustentável. Mudança de hábitos em qualquer ponto do globo."

Dieta para diabéticos tipo ii


Dieta para diabéticos tipo II


O que é Diabetes tipo II?


É uma doença metabólica onde existe uma produção insuficiente de insulina, ou uma incapacidade de o corpo em utilizá-la corretamente. Isto que vai dificultar a entrada do açúcar nas células e irá promover a acumulação do açúcar no sangue, dando-se a ocorrência de picos de açúcar mais elevados que o suposto.


Mas quais é que são os fatores de risco?


A diabetes tipo II está muito associada a um estilo de vida mais sedentário e à obesidade. Contudo, tem também uma vertente genética, isto é, pessoas que tenham o pai ou mãe diabético(a) têm maior probabilidade de vir a ter a doença.


É fundamental excluir os fatores de risco, como um estilo de vida pouco ativo e uma alimentação desequilibrada, de forma a que possam diminuir a probabilidade de ter diabetes tipo II.

Para além disto, mulheres que tenham tido diabetes na gravidez ou mulheres que tiveram filhos com mais de 4 quilos à nascença, são também fatores de risco para desenvolver diabetes tipo II.


E Sintomas Há?


O aparecimento dos sintomas é normalmente lento e muito discreto, o que por vezes, faz com que passem despercebidos. Isto que contribui para um diagnóstico, muitas das vezes, tardio.

Os sintomas mais comuns relacionados à diabetes são:

  • Sede

  • Urinar frequentemente

  • Comichão intensa – especialmente na zona genital

  • Cansaço



Há uma Dieta específica para diabéticos tipo II?


Não, não há uma alimentação ou dieta específica para diabéticos tipo II. Há um estilo de vida que deve estar associado a pessoas com esta patologia, que não diferem muito de qualquer pessoa que pretenda ter hábitos de vida mais saudáveis, deixo-te em baixo algumas sugestões:

  • Adesão a uma alimentação mais mediterrânea, com um grande volume de alimentação de base vegetal. Desde frutas, hortícolas, leguminosas, frutos gordos e oleaginosos. E uma diminuição significativa de carnes vermelhas e carnes processadas, privilegiando assim o peixe como principal proteína animal.

  • Aumentar o consumo de cereais integrais

  • Optar por pão escuro

  • Manter uma boa hidratação

  • Substituir o sal por ervas aromáticas

  • Praticar atividade física

  • Evitar bebidas alcoólicas

  • Controlar a calorias ingeridas diariamente, estas devem ser de acordo com as tuas necessidades energéticas para atingir/manter um peso corporal desejável

  • Preferir refeições mistas com mais do que um alimento – evitando o consumo de um alimento isolado

  • Evitar alimentos industrializados como: Bolachas, biscoitos, cereais de pequeno-almoço açucarados




E em relação à alimentação para pessoas com diabetes tipo I?


A diabetes tipo I não é considerada uma patologia com etiologia nutricional, uma vez que não está associada a uma alimentação descuidada e ao sedentarismo, como acontece na diabetes tipo II. Ou seja, a nível de prevenção a nutrição não parece ter tanta influência.


Esta doença tem uma forte vertente genética, em que há uma predisposição para a destruição das células beta do pâncreas, que são responsáveis pela produção de insulina.


Contudo, quando já se tem diabetes tipo I, é fundamental o acompanhamento nutricional, uma vez que o nutricionista vai adequar a contagem dos hidratos de carbono às unidades de insulina que o paciente toma, de forma a que o paciente tenha sempre a glicémia controlada. Irá fazer um fracionamento correto da alimentação ao longo dia e incentivar a hábitos alimentar mais saudáveis naturalmente.



E o que é que a pessoa com diabetes tipo II deve evitar?


Existem sobretudo três recomendações alimentares para diabetes, sendo que as duas primeiras são generalizáveis para toda a população. São elas, a redução de gordura saturada, diminuição do consumo de açúcares refinados e evitar excedentes calóricos, ou seja, não consumir mais calorias do que às que necessita, pois isso vai levar a um aumento de peso, que é prejudicial para os pacientes com diabetes tipo II.



Para haver diminuição da gordura saturada, deve reduzir bastante os produtos de origem animal.

Ter o controlo para tentar não exceder o consumo de ovos recomendados por dia (cerca de 1 ovo diário), evitar carnes vermelhas, privilegiar as carnes de brancas, mas retirar-lhes sempre a pele, pois este pormenor faz toda a diferença, uma vez que o frango com pele por exemplo, tem mais gordura saturada do que as carnes vermelhas. Sim, na canja também deve retirar.



Privilegiar gorduras monoinsaturadas como o azeite e evitar gorduras saturadas como o óleo de coco. Ter cuidado ao cozinhar óleos vegetais a temperaturas muito altas, uma vez que se formam substâncias nocivas à saúde durante o processo.



No que diz respeito aos açúcares refinados, evitar a todo o custo alimentos muito processados como: bolachas, gomas, cereais açucarados, bolos ou mesmo adição de açúcar no chá e café.

E por fim, mas não menos importante, evitar excedentes calóricos, a resistência à insulina presente nos pacientes com diabetes tipo II, tem uma estreita ligação com o excesso de peso e obesidade, ou seja, um emagrecimento vai beneficiar bastante o controlo da patologia, melhorando a sensibilidade à insulina.



Alimentos com índice glicémico alto? Pode-se comer?


Sim! O índice glicémico é a capacidade de um determinado alimento aumentar os níveis de açúcar no sangue. E há de facto, alimentos de baixo, médio e alto índice glicémico. A questão é que ao fazermos refeições mistas, estamos a mudar completamente a subida dos açúcares, em comparação a uma refeição isolada.



Ou seja, ao comer um pão branco, mesmo este tendo um alto índice glicémico, se consumido com acompanhamento, seja de uma proteína e/ou uma gordura, como por exemplo queijo fresco e abacate (apesar de ser uma fruta possui gorduras saudáveis), o índice glicémico tem menos importância.


Isto porquê?


Porque em refeições mistas temos a carga glicémica, que tem em conta a refeição completa e não um alimento isolado como é o caso do índice glicémico. Desta forma, vai fazer com que não haja